Guiné-Bissau, Macau e a Escola

Apesar de ter aula o dia inteiro, os dias parecem voar. Mesmo com as infindáveis 6 horas diárias na escola de ingles, já está terminando a terceira semana de curso. As aulas mesmo não são muito boas, mas no fim acaba sendo um ótimo espaço para conhecer pessoas de outros paises e práticar ingles. A vantagem de ter garimpado bastante na procura por uma escola, além de ter encontrado uma com um preço muitíssimo bom em relação as demais, é que quase não tem brasileiros por lá. As únicas outras duas brasileiras são uma moça que trabalha na escola e uma colega dela que também estuda lá.

Não tem nenhum problema em ter muitos brasileiros, mas quem já passou por uma viagem assim sabe que se você só ficar falando muito português acaba não aprendendo o novo idioma.

Dos 20 alunos da sala (as classes são bem cheias mesmo) 9 são sul-coreanos, 2 são de Taiwan, 2 são japoneses, 2 são turcos, uma é iraniana, uma é francesa da Martinica, uma é chinesa e os outros 2 são brasileiros. Ou seja, dos 20 alunos 17 são asi;aticos. Mesmo assim a mistura até que é bem interessante.

Logo na primeira atividade, de cara eu sentei em uma mesa com dois sul-coreanos, um turco e a iraniana. Não me lembro por que a conversa chegou naquele ponto mas me lembro que um dos sul-coreanos falou que achava muito estranho ler de tras pra frente ou de cima para baixo, como acontece em alguns países, uma vez que os olhos são em sentido horizontal e não  fazia sentido para ele ler de outro jeito que não de cima para baixo e da esquerda para a direita. Puta papo maluco. Cada um falando seu ingles mais remendado que a calcinha da vovó mafalda. Foi bem engraçado. Eu gostei bastante.

Na primeira oportunidade que tive comecei a falar com esse mesmo sul-coreano, que hoje já é meu camarada, e perguntei a ele como era a relação com a Coreia do Norte, se eles podiam visita-la ou algo assim. Ele me explicou rapidamente que até tinha um lugar lá que eles podiam ir mas que era um lugar pequeno e fechado e que não podiam ficar por muito tempo.

Da mesma maneira que perguntei a ele e sempre que posso repito a pergunta a outros sul-coreanos, quando conversei com os estudantes de Taiwan perguntei como era a relação deles com a China, se eles não se consieravam chineses, se seus pais foram um dos capitalistas que fugiram para a ilha e coisas do gênero. Sem muito mistério todos respondem a mesma coisa: nem um deles se considera chines e eles não acreditam que um dia os dois países possam unir-se novamente. Coisa de louco como 50 anos na história de um povo parece mudar todos os outros 8000 anos pra tras.

Na verdade nenhum deles gosta muito de falar sobre esses assuntos. Nem os Taiwaneses e tão pouco os sul-coranos gostam muito de conversar sobre  isso. Me parece ainda um grande tabu para e um assunto bem mal resolvido.

Independente disso tudo eu tinha me esquecido como fazer aula de Ingles é chato. Pelo amor de deus. Como os cara conseguem complicar tanto uma lingua que nem tempo verbal tem direito? Verbo auxiliar em Portugues é “pá”, tá ligado?

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6 Comentários

Arquivado em de tudo um pouco

6 Respostas para “Guiné-Bissau, Macau e a Escola

  1. Cara, veja pelo lado bom. É melhor que o SIG hahuauhaa.
    Que experiência você tá tendo aí hein meu.

    • Pode cre Pimentinha, eu estava começando a ficar mau com aquela rotina.
      Quando a gente começa a reclamar muito da vida é que tem que tentar fazer alguma coisa diferente.
      Era um bom trampo, mas eu precisava mudar e esta sendo muito bom, com certeza.
      valeu

  2. Everas

    Nas olimpíadas de inverno apareceram muitas imagens na tv da cidade e do povo, o lugarzinho para ter oriental, muito né? Sei lá, pode parecer que isso não é real, mas o Canada ainda é terra de imigrantes ou estou errado?

  3. Everas

    Vi sim a final e outros jogos também. O Sidney Crosby joga muito, nasceu com estrela né, o cara não jogou nada o campeonato todo mas decidiu no final, típico dos grandes craques.

    • Pode cre mano.
      Esse esporte ate que e legal.
      A final foi um jogao…
      …e nao teve jeito, tive que torcer para os canadenses, ou melhor, contra os norte americanos.
      Norte americano e igual corinthiano mano.
      Alias, o corintia, a globo e os estados unidos podiam dar a mao e sair andando.

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